domingo, 30 de março de 2008

Discípula de Nigella II


Tá bom. O texto aí embaixo ficou grande demais e você não quer ler. OK.

Vou me redimir.

O que uma neurótica solteira faz num domingo friozinho como esse? Brigadeiro, é claro!

Mas, se você é um dos meus, brigadeiro é coisa do passado. Inventaram o Brigadeiro-Maxi-Plus-Advanced, meus caros. E chamaram de Palha Italiana. E não é que conseguiram deixar a coisa melhor???

A receita é, basicamente, brigadeiro com bolacha maizena. Mas como boa discípula de Nigella, deixo aqui a receita. Façam bom proveito!!!

Palha italiana

Ingredientes:


1 pacote de bolacha Maria ou maizena
2 colheres (sopa) de manteiga
4 colheres (sopa) de chocolate em pó
1 lata de leite condensado
Açúcar para polvilhar (se quiser. eu não usei)

Modo de Preraro:
Pique as bolachas bem pequenininhas e reserve.
Coloque em uma panela a manteiga, o chocolate em pó e o leite condensado. Misture e deixe engrossar até fazer o brigadeiro. Quando estiver no ponto, ainda com o fogo (baixo) aceso, despeje as bolachas e misture.
Desligue o fogo, e despeje em um refratário de vidro ou uma assadeira e espere esfriar.
Corte em quadradinhos e passe no açúcar (se quiser!! fica muito bom e muito doce sem também!).

Beijo da Lola

Um texto sobre muitas coisas

Antes eu só não tinha vontade de sair, encontrar as pessoas. As antigas, as novas, as futuras personagens dessa novela. Preferia ficar em casa esperando meu roteirista melhorar de seu humor negro. Agora sumiu a vontade de escrever também...

E aí fica o blog vazio... e a cabeça quase explodindo. Vai entender a lógica neurótica...

Mas domingo é aquele dia perfeito para iniciar mais um distúrbio mental, e/ou fazer coisas que você não deve - tipo ligar pra um ex-namorado e dizer coisas que pra ele soariam como se fossem ditas em aramáico. Além disso, hoje, mais do que nos outros dias, eu não sairia de casa por nada. Domingo não é dia de sair. É dia de se jogar no sofá.

Mas ficar jogado 24h enjoa também. Por isso resolvi escrever para ocupar a mente e, quem sabe, ajudar um pobre coitado que, assim como eu, caça o que fazer nesse delicioso domingo para ter uma crise de ansiedade ou histeria...

Lá vamos nós.

A melhor coisa que aconteceu comigo nos últimos tempos foi o GNT. Ninguém podia viver tanto tempo sem Nigella e Jamie Oliver. (Não para aprender receitas deliciosas e suas descomplicadas maneiras de prepará-las...mas porque dá uma vontade de cozinhar nas pessoas que não sabem nem fazer omelete).

Entre outras coisas, comecei a assistir (bem as vezes) o tal "Saia Justa". O programa é apresentado por Mônica Waldvogel, Betty Lago, Márcia Tiburi e Maitê Proença, discutindo sobre assuntos variados. Desde o mais clichê até o mais inusitado.

Peguei o programa meio no final ontem a noite. Pelo que entendi, cada uma das apresentadoras colocava uma questão na roda. A última foi a Betty Lago, que apresentou o movimento We Are What We Do. O movimento encoraja pessoas a mudar o mundo com suas pequenas atitudes do dia a dia.

No programa, a Betty Lago levou também uma lista: o pessoal do movimento perguntou às crianças o que elas poderiam fazer pra melhorar o mundo. E algumas das respostas foram "Ajudar a minha mãe" - escolhida simplesmente por ser a melhor e a mais simples idéia do mundo; "Fazer biscoito para os pássaros" - escolhida pelo romantismo; "Ensinar aos mais velhos como mandar SMS" - a idéia de integração.

É lógico que estas são idéias todas lindas. E havia mais um monte delas. Todas lindas. Mas a resposta que mais gostei foi da Márcia Tiburi: "fazer o que me compete".

Fazer o que temos competência pra fazer, sem dúvida, faria do mundo um lugar que beiraria a perfeição. Se cada um ficasse no seu lugar, sem dúvida viveríamos em paz, harmonia e tudo funcionaria corretamente. Se você é médica deve cumprir suas obrigações de médica. Se é jornalista, suas obrigações de jornalista. Se mãe, papel de mãe... Não adianta querer fazer aquilo que compete ao outro.

É lógico que nem todo mundo é competente, mas aí cabe outra discussão. Por enquanto falamos apenas daqueles que sabem exercer seus papéis e que não devem se meter no papel do outro.

Mas a frase dela só me chamou tanta atenção porque senti essa situação na pele nesta semana. Como todos sabem - se leram a descrição do blog - sou jornalista. O que não está muito atualizado é o meu emprego. Hoje trabalho em outro jornal e não escrevo mais sobre moda, arquitetura e decoração - por enquanto. (Além disso tem mais dois trabalhos, mas depois falo sobre eles).

Entrevistei uma pessoa. Para preservar sua identidade, não vou citar sua profissão. Mas enfim, fiz a entrevista. E com a humildade de uma jornalista praticamente recém-formada, com medo de escrever algo que tivesse interpretado mal, e mesmo por respeito à pessoa em questão, ofereci o texto para uma revisão da entrevistada, para que ela pudesse fazer alguma alteração necessária e indispensável para o bom entendimento do texto.

Mas a pessoa acabou se arrependendo da maneira como disse as coisas e quis mudar tudo no texto. Entendo o distúrbio bipolar, e até ai tudo bem...se ela tivesse atribuido o trabalho a mim. Mas ela, da área das ciências biológicas, reescreveu tudo sozinha.

E o texto estava carregado de termos incompreensíveis ao público-geral. Um verdadeiro desrespeito ao leitor, na minha opinião. Mas ela acha que sabe ser jornalista. Paciência.

É por isso que eu acredito no método "melhore o mundo" da Márcia: quando a gente faz aquilo que sabe, fica bom e muitas pessoas podem se beneficiar com isso. Mas se nos metemos a fazer o que não estamos capacitados a fazer, sai errado. Bem errado. E vai saber quantas pessoas podem ser afetadas... Imagina eu fazendo pesquisa em laboratório? Coitados dos que dependessem das minhas análises...



Beijos da Lola.


PS: Nada contra e absolutamente tudo a favor das pessoas que se arriscam a fazer aquilo que tem vontade, e lutam por isso. Tudo a favor das pessoas com força de vontade e iniciativa. Mas tudo contra pessoas intrometidas.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Feliz ou não feliz?!

Não sei...

Já parou para pensar que às vezes a gente não consegue definir o que sente!

Não? ... Então repare nesses sentimentos indefiníveis que sentimos por alguém ou por algo!

Estou num meio de um triângulo amoroso indefinido:

Amigo 1 (eu) que está afim (ou não) de Amigo 2 que esta super afim de Amiga 3, está que é super amiga de Amigo 1!

Fez sentido?! – Acho que não, né!

PS* Estou bêbado!
PPS* Essa semana vai fazer UM mês que não prático a arte milenar do sexo!
PPPS* Neurótico + Bêbado + Triangulo Amoroso + Meio Imaginário + Sem sexo = ??? (crise existencial)
PPPPS* esta na hora de focar toda essa energia sexual em prol dos órfãos na áfrica (disse a Oprah)

A condenada

A menina sai. Vai num barzinho, por exemplo.

Ela não é mais de sair. Ela prefere ficar em casa. Coisas de canceriana pós-trauma.

Mas ela sai. E é divertido, ela vê pessoas que gosta, que não gosta, que não conhece. E está tudo bem.

Até que ela avista um rapaz interessante.

E assim, talvez, quem sabe, ela perceba uma certa semelhança com algum rapaz interessante que já esteve em sua vida anteriormente.

Ela pensa, por exemplo "Nossa, parece que voltei no tempo", ou então "Caraleo, ele tem um irmão gêmeo e nunca me contou". Ou ainda "será que Deus, Buda, Shiva e Alá mandaram uma segunda chance?" ou sei lá. Pense no que você pensaria ao encontrar um clone de um ex namorado na sua frente. Use a sua criatividade. Acredite. Tudo isso poderia passar pela cabeça dela.

Ela acha o cara bonitão. E olha pra ele fixamente, quase sem querer. E percebe que o cara olha pra ela também. E dá um sorriso. Ela se enche de si e pensa que está sendo paquerada.

Ela fica agitada e incomodada. Afinal, como é possível tamanha semelhança? Não. Não é possível. "Até as mãos são iguais", ela pensa.

E então uma amiga recém-chegada na balada proclama: "Eu acabei de confundir aquele moço com o seu ex namorado. Que chato!". E aí ela tem certeza que não é uma alucinação. Pelo menos, se for, é coletiva e ela está menos só em sua viagem.

E ela olha mais atentamente. E olha um pouco mais. Nessa altura o cara já esta se sentindo a última vaga no estacionamento do shopping center na antevéspera de Natal. E ai ela percebe: Ele não é a segunda chance, o clone, a alucinação, a esperança. Ele é ninguém mais ninguém menos que o passado. Sim. Ele não é O ex namorado, mas sim UM ex namorado.

E então ela percebe que está condenada.


Boa noite,

Lola

PS: Esta é uma obra de ficção. Ou não.

domingo, 23 de março de 2008

Tema livre

Percebo que este blog mequetrefe recebe muitas visitas. Toda vez que passo aqui o número no contador me dá um sustinho. E recebemos comentários de pessoas que descobrem isso aqui do nada. É curioso como isso acontece...

Mas ao contrário dos leitores, os autores-mequetrefes dessa birosca não passam tão religiosamente por aqui. E me sinto meio mal por isso.

Contudo, que posso eu fazer quando a vida resolve virar parte do movimento surrealista? Não dá pra explicar. Desisto.

Esta canceriana resolveu voltar às origens e hoje vive dentro do casco. Não é fuga. É proteção. Juro!

Mas isso muda em breve. E se não mudar, vamos pensar em outra solução. Mas só pra vocês não perderem a fé e saberem que eu continuo neurótica-incurável: agora meu cabelo é castanho escuro. E curto. Tá bem parecido com isso: http://www.youtube.com/watch?v=zhdb5SJnRJg

(Pois é. Pra variar, ela é referência. Mas não é de propósito. E ela já teve todos os tipos de cabelo possíveis. É difícil ser original quando se vive no mesmo planeta que Madonna.)

Ah! Feliz páscoa. O meu feriado foi fantástico. Obrigada por perguntarem. Finalmente um feriado bom. Eu estava com um certo medo, é lógico. Mas nada que Jack Daniels não possa resolver. Três vivas para os momentos embebidos em álcool, quando a vida fica irretocável, merecendo retrato em moldura bonita na sala de entrada da casa que um dia teremos - eu, meu lado B e os gatos.

E acho que essa data tem mais sentido de renovação do que ano novo. Mas nem arrisco começar com promessas e resoluções. O que eu tinha pra mudar, mudei com a Val lá no salão. E o resto eu deixo pra resolver com meu terapeuta amanhã.

Ah! três vivas para os lencinhos de papel.


Beijos da Lola