quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Repúdio
Não sei se essa modernisse tem nome. Eu sei que o meu nokia mequetrefe querido não ativa seus auto-falantes sem ter um bendito fone de ouvido plugadinho nele.
Eu adoro música. Eu amo meu ipod genérico, apesar de não andar com ele ultimamente pelo fato de estar sem internet em casa e não ter músicas legais para renovar meu repertório - e também tirei algumas legais pra gravar uns vídeos, e agora não tenho mais as músicas "em mãos" para recolocá-las. Eu acho super válido que um cara super legal divida o seu som com seus amigos que não tem celulares super modernos ou ipods, ou seus derivados. Mas eu não concordo que isso seja feito dentro do ônibus, por exemplo.
Eu não sou obrigada a ouvir a Rihana (como escreve? to com preguiça de procurar no google!) falando do guarda-chuva. E essa ainda eu sei (sei mesmo?) o nome. O pior é quando tenho que ouvir músicas (músicas?) que nunca ouvi antes. Daquelas que você nem entende o que o cara canta, porque provavelmente ele nem está dizendo nada mesmo.
Outro dia eu fui passar uma linda tarde de feriado com o meu great friend no shopping - na época ele ainda saia comigo. hoje, além da gente nem se encontrar (mesmo morando na mesma casa), ele também não sai comigo nas horas vagas. mas isso é tema pra outro post! - e em vez de ter uma tranquila viagem de ônibus de meia hora, tivemos que ouvir os barulhos emitidos pelo celular de um guri, que compartilhava o som com seus 10 amigos e outros passageiros.
"Esse foi seu único azar Lola?" Não amigo, clllaaaro que não. Na volta, algumas horas depois - o shopping ainda estava fechado...só a praça de alimentação estava aberta - os mesmos simpáticos garotos também voltaram no busão conosco! Obaaa! E fomos novamente felizes e contentes ouvindo aquela música (música???) até chegar ao terminal.
Que feriado feliz minha gente!
E agora, voltando de Botuca para Marília, tive a alegria de dividir o conteúdo Rihana (Rihanna? Rihhanna?) do celular da simpática mocinha que sentou na poltrona ao lado.
Eh alegria. Bons eram os velhos tempos.
Beijos da Lola
Ps: desculpem-me por eventuais erros. posto correndo porque não tenho interneteeee
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Flores e cinema
O fato de receber flores me fez lembrar que nunca as ganhei dele. Aquele cara que por tanto tempo andou do meu lado, de mãos dadas. E agora ainda anda do meu lado, mas sem segurar na minha mão. A razão é meio nebulosa, mas tudo bem. Eu gosto de andar do lado dele mesmo assim.
O engraçado é que o fato de receber flores me fez pensar nele ainda mais. Mesmo que as flores nada tenham a ver com ele. Mesmo que eu nunca as ganhe dele.
Outra coisa mais engraçada foi ver o nome do filme que eu queria ver com ele há 10 meses no caderno B do estadão. O filme resiste bravamente ao amor despedaçado. Está lá gritando na minha cara que ele dura tanto tempo em cartaz quanto o tempo que ele não segura a minha mão.
Mas eu entendo que ele está lá resistindo, esperando o dia que a gente vai pra lá de mãos dadas assisti-lo.
Beijos da Lola-louca (ainda sem internet em casa hein, gentes?)
sábado, 9 de agosto de 2008
Oi genten!
Quero comunicar os queridos leitores (se é que alguém ainda lê, depois do "abandono") que este blog ainda existe.
Porém, como o Kio o abandonou de fato e a Lola (eu) mudei de cidade (!) em julho e ainda não consegui instalar internet em casa, não consigo postar.
Agora estou postando em um momento (muito raro) de ócio no trabalho. E só passei para dar satisfação ao querido leitor.
Mil (para compensar) beijos da Lola
quarta-feira, 25 de junho de 2008
É verdade, gente
"O acaso tem seus sortilégios, a necessidade não. Para que um amor seja inesquecível, é preciso que os acasos se encontrem nele desde o primeiro instante como os pássaros nos ombros de São Francisco".
Milan Kundera
terça-feira, 24 de junho de 2008
Um pesadelo chamado São Paulo Fashion Week – Capítulo III
Como a semana da moda pode acabar com sua paz interior, sua dignidade e com algumas boas amizades também!

Esqueci de mencionar um detalhe sem muita importância sobre a sexta-feira: Lembra dos 4 convites prometidos pela simpática proprietária de uma loja
Pois é. Os convites estavam lá. Mas o pequeno detalhe é que só havia dois convites a nossa espera!!! “Ah Lola, podia ser pior. Podia ser tudo mentira e vocês não iam ter nenhum!” Arrãn. Podia ser pior né...Calma aí...
Saímos rumo ao FW lá pelas 14h. A amiga, que chamaremos aqui de Valerie Malone para facilitar a compreensão do leitor, estava estressada, porque deveríamos sair um pouco cedo de lá para conseguirmos pegar o último ônibus para Lego. “Mas tudo bem amiga, com fé tudo dá certo”, eu disse, numa tentativa de permanecer otimista.
A caminho do negócio, o motorista de táxi, que deve ter uma mãe muito digna, se recusou a levar nós 5 para a Bienal. Tivemos que pagar dois táxis. Urruw. Quanta diversão! Da próxima vez vocês querem ir comigo???
Bom, chegamos no Olimpo da Moda e já havia todo um esquema montado para que todos os 5 integrantes do Barrados no Baile conseguissem entrar. E aí, vão as primeiras, Kelly Taylor e Donna Martin. As duas passam pela portaria sem nenhum problema, a não ser pelo fato de que, pela primeira vez na história do SPFW (de acordo com fontes seguras) os convites são marcados com furinhos (que coisa pobre!). “Entrô uma vez não sai mais. Se saí num vorta!”, falou o porteiro que tem a mãe tão bacana quanto a do taxista.
“Se eu passar mal não posso ir até o hospital e voltar? Preciso de um convite reserva pra passar mal?” disse Kelly Lola Taylor. E o cara me olhou com cara de “não me avisaram o que fazer nesta situação não, dona”.
OK. Donna e Kelly seguiram pela Bienal em busca dos convites perdidos. E ninguém tinha uma merreca de convite pra fazer a alegria de Valerie Malone, Steve Sanders e Brenda Walsh.
Até que tive a grande idéia de ligar para um amigo fashionista que trabalha para um grande nome do jornalismo de moda. Sim, eu tenho contatos. E então ele arrumou um convite para a Valerie.
O porteiro teve a “brilhante” idéia de “dobrar” o material do convite para marcá-lo, pois não conseguiu furá-lo. Felizmente a tentativa de “dobradura” foi mal sucedida, e, pela porta de saída entregamos o mesmo convite para o Steve, que entrou sem grandes problemas.
Nesta mesma hora,
tentamos fazer com que Brenda também entrasse com nosso convite usado, mas como este estava marcado com o furo...ela foi Barrada na Bienal.
Porém, não desistimos. Ligamos novamente para o amigo fashionista, e ele arrumou outro convite. Lá fomos nós para a porta de saída, entregamos o convite para a Brenda e a partir deste momento todos estavam felizes, alegres e contentes dentro da Bienal, certo? Errado!
Essa novela toda durou mais ou menos duas horas. Estávamos todos cansados e estressados. Resolvemos parar num dos “barzinhos” lá de dentro pra beber algo e relaxar. Então, eu, que precisava ir embora no sábado em razão do meu concurso no domingo, me atrevi a perguntar que horas deveríamos sair daquele hospício para pegar nossas malas e depois seguir rumo à agradável viagem de busão para Lego City again.
Eis que descubro as verdadeiras intenções de Valerie Malone: ela disse meio sem jeito que não sabia se voltava no sábado.
COMO ASSIM? COMO ME FALAM ISSO SÓ AGORA? SE EU SOUBESSE NÃO TINHA VINDO, PO!
Mas sabe como é né, gente? O SPFW tava tãaaao legal...E a única que tinha compromisso era eu, mesmo. Então, tipo, quem liga né?
Já era praticamente 17h e ninguém sabia se ia embora no sábado. Muito pelo contrário, o povo estava bem inclinado a voltar só no domingo.
Uma hora eu fiquei cansada da palhaçada, levantei e fui embora. Ainda era cedo, mas se o povo não estava muito preocupado com o que tinha combinado comigo, aquele era o último lugar onde queria estar. Melhor perdida numa praça cheia de mendigo. Neuróticos são neuróticos, mas sabem o valor da amizade, do compromisso e da solidariedade.
Eu sei andar
Peguei um táxi (dessa vez o cara era bacana). Fui até a casa onde estavam nossas malas, arrumei tudo e ainda não eram 18h. Pensei
Liguei pra uma super amiga na tentativa de que pudéssemos tomar um cafezinho na rodoviária, mas ela tinha um casamento. Mas uns 15 minutos depois, ela me ligou dizendo que desistiu de ir ao casamento.
(Viu gente, ainda existe verdadeira amizade nesse mundo!)
Peguei um táxi novamente. Eu não sou rica não. Mas eu não tinha opção. Malas e bolsa gigante, perdida em SP, seria o mesmo que perder tudo que estava na carteira. Preferível gastar uns bons reais segura no táxi do que perder tudo tentando encontrar o ônibus certo.
Então encontrei minha amiga na rodoviária e fomos dar uma voltinha no shopping. Fofocas, risadas e tudo mais pra me fazer esquecer as palhaçadas do SPFW.
As 20h40 voltamos para a rodoviária, nos despedimos e adivinha só quem estava embarcando para voltar à Lego City no ônibus das 21h?
Bom, não precisa nem falar né?
E ainda tive que ouvir essa “Não falei que dava tempo, Lola?”
É né Valerie...falou sim. Claro que falou. Foi por isso que eu fui embora gastar fortunas em táxi...
Bom gente, é isso. SPFW, nunca mais!
Beijos da Lola.
PS: Sem mágoas nem ressentimentos. Pelo menos da minha parte. Só fiquei desapontada porque fui pensando uma coisa, com uma coisa combinada, e lá o pessoal deu uma de jão-sem-braço. No final tudo deu certo, e aqui estou, com bom humor, relatando minhas desventuras a todos.

