
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
A poesia do McFlurry

Modernas tentativas frustradas de comunicação
Hoje, tentei falar com a pessoa A.
A pessoa A não atendeu ao telefone.
Enquanto isso, a pessoa B me ligou. Mas como eu não queria falar com a pessoa B, em vez de ser gentil e aproveitar sua cordialidade, hospitalidade e amizade - e desabafar com ela - a dispensei rapidamente.
Quando enfim a pessoa A me ligou, eu estava encontrando a pessoa C, e então não pude falar como eu queria com a pessoa A. No final, o papo com a pessoa C foi sensacional, apesar de perturbador. E eu não falei direito nem com A e nem com B.
Acho que as pessoas deveriam passar mais tempo em silêncio. Ou então eu deveria falar com menos pessoas por dia, pra não atribular. Ou ainda, deveria aproveitar melhor pra conversar quando recebo uma ligação. Ou todas as alternativas anteriores estão corretas (X).
Você tem mais alguma sugestão?
Beijos da Lola, no momento mãe solteira deste blog.
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
"Tódinho"
Dessa vez compraram, por descuido, tódinho de leite de soja. Eu torci o nariz e relutei....mas ontem, no ápice de minha insonia, resolvi experimentar...pois já disseram as meninas do 02 neurônio: toddynho acalma a alma.
Pois bem. Experimentei. E foi tão ruim que até fui dormir depois dessa.... O negócio tem gosto de queimado! Até agora meu estômago tá revirando....
Alguém mais já experimentou? Alguém mais achou tão horrível quanto eu?
Sem beijo da Lola, porque no momento ela está enjoada!
Sobre o sono
"Em uma série de experiências que iniciou no começo dos anos 90, Carlyle Smith, da Universidade de Trent, no Canadá, encontrou uma forte associação entre a quantidade de sono do estágio 2 que uma pessoa tem e a melhoria no aprendizado de tarefas motoras. Dominar uma guitarra, um taco de hóquei ou um teclado são todas tarefas motoras.
Os músicos, entre outros, sentem isto há eras. Uma peça que frustra os dedos durante a prática noturna freqüentemente flui pela manhã. Mas apenas nos últimos anos a ciência os alcançou e deu forma prática ao que sabiam instintivamente.
Por exemplo, Smith disse que as pessoas costumam ter grande parte de seu sono do estágio 2 na segunda metade de noite. "A implicação disto é que se você está se preparando para uma apresentação, um recital de música, digamos, ou uma exibição de skate, é melhor ficar acordado até tarde do que acordar realmente cedo", ele disse em uma entrevista. "Estes treinadores que fazem os atletas ou artistas acordarem às 5 horas da manhã, eu acho que é loucura."
Bom, tudo isso é pra falar que, além da reportagem ser interessante...eu perco o sono quando coisas boas acontecem. E se a falta de sono for proporcional a euforia... eu provavelmente não durmo essa noite.
Até o presente momento até evito assistir ao episódio da semana de Grey's Anatomy, pra não me influenciar e colocar em jogo a minha sensível alegria...
Sem mais blablablás,
Beijos da Lola-insone-por-bons-motivos
terça-feira, 23 de outubro de 2007
Mais sobre a arte e a ciência da confusão

No post anterior falei do caso de uma pessoa A que confunde uma pessoa B com uma pessoa C.
É engraçado como pessoas realmente se enxergam nas outras. Seres humanos, às vezes, servem de espelho para outros. Não é uma questão de identificação. É uma questão de enxergar-se em qualquer atitude de um próximo, sem que este próximo tenha necessariamente aquela característica.
(Nota de uma neurótica: Será que existem pessoas não-neuróticas?)
Relato em forma de exemplo prático, para clarear a idéia:
Recebi uma ligação de um ex-namorado. Conversamos às vezes, pra falar da vida e tudo mais. Ele é um bom amigo, um cara legal - com seus poréns, mas é.
Beijos da Lola - praticamente em crise de identidade nessa altura...