terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Bang!

Estou pensando em cometer suicídio blóguico. Não consigo mais postar aqui. Talvez um novo endereço. Não sei. Estou apenas estudando a idéia.

E você?? Já cometeu suicídio blóguico? Foi bom pra você? Compartilhe a experiência com um comentário!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Além do bem e do mal...

Faz tempo que não faço referência a ferramenta mais moderna e neurótica de todos os tempos: o Orkut. Nosso querido neurotizador preferido.

E o orkut minhazamiga e meuzamigo, está além do bem e do mal. Por que? Ora, pois, se por um lado ele castiga mostrando coisas desagradáveis, por outro ele revela o lado B das pessoas.

É claro que não podemos levar o orkut muito a sério, mas vamos combinar que ele auxilia a desvendar a psique humana...

É verdade que a ferramenta perdeu um pouco sua utilidade depois que inventaram os tais cadeados. Mas Deus é pai minha gente, e há pessoas que conservam os bons costumes e não apagam scraps e também não os bloqueiam. E é aí que gente como eu - e como você - pode se refestelar com o conteúdo disponível...

E hoje eu estou aqui, morrendo de raiva pelo conteúdo lido, mas ao mesmo tempo fica aquela sensação de satisfação plena. Algumas revelações, definitivamente, não tem preço.

Como já dito antes, hate tastes better than Haggen Dazs. Mesmo que seja só um odiozinho que dura 45 minutinhos.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O cabelo nosso de cada dia


Tá. A vida não está lá essas coisas. Não tem emprego fixo. Você nunca sabe como vai ser o dia de amanhã. Você começa a dizer coisas como: "Que bom. Hoje vamos conseguir almoçar" - e não é porque você vai ter tempo, e sim comida.

Não...também não está faltando comida. Mas é bem mais viável gastar 4 reais em uma coxinha + um refrigerante Conquista de abacaxi do que fazer compra no mercado e aumentar a fatura do seu cartão de crédito - que já está mais alta do que o Empire State...

Milhares de entrevistas de emprego. Para recepcionista, vendedora, produtora de programa de TV, redatora, assessora, malabarista de semáforo, etc, etc, etc.

Aí, não satisfeita com a única coisa estável da sua vida ser a instabilidade de todos os dias, a pessoa faz o que? Tem um surto cabeleireirico. Sim amigos e amigas da rede blóguica. A velha história do cabelo......

Dessa vez a maluca não tacou nenhuma tinta na cabeça. Eu ainda estou tentando tirar os resquícios daquilo que um dia foi um vermelho vibrante. Mas hoje eu me superei e fiz a merda de passar a tesoura na peruca...e tchã na na nã....adivinha????????

VIREI UM YORKSHIRE!

Pois é. A ignorância humana have no limits.

Lição do dia: não cortem seus cabelos em períodos de instabilidade. Tanto financeira como hormonal também. No meu caso, foi uma confluência de todos os anteriores...FICADICA!

Boa tarde e bom final de semana a todos que tem cabelos lindos. Agora dá licença que a neurótica aqui vai comprar tic tacs...

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Ah minhazamiga, não vamos enganar ninguém. Todo mundo gosta de dinheiro.

Tá certo que algumas pessoas gostam do dinheiro dos outros. Mas eu, no meu caso particular, pessoal e intransferível, gosto mesmo é do MEU.

E atualmente, a neurose desta neurótica é uma só: a ausência do dinheiro na minha vida. Essa coisa de neo-pobre está acabando comigo. Eu quero minha vida de pseudo-rica novamente, por favoooor.

Nunca tive dinheiro pra rasgar, jogar pela janela, adotar cambojanos e tal. Mas eu sempre tive dinheiro pra ter um surto na M. Officer e pagar tudo em 10X no cartão. Tinha dinheiro pra achar coisas bonitas - para mim e para pessoas que eu gosto - e poder comprar.

E hoje, depois de todos estes anos de loosho, depois de dispensar empregos - e ser dispensada por outros - estou aqui, na maior seca de trabalho já vista na televisão brasileira. Minha gente, como faz pra arrumar um emprego?

Trabalho de recepcionista, caixa de supermercado, atendente em loja eu aceitaria sem problema. Mas sabe qual é o impedimento? Eu não tenho experiência nessa área. Cursos em Academias internacionais de cinema, escolas superiores de propaganda entre outras coisas me fazem ser desqualificada para exercer estas funções. SO COR RO! (acho que o fato de saber fazer separação silábica também deve me desqualificar pra alguma outra coisa).

Meuzamigo e minhazamiga, jogo buzios, tarot e i ching. Trago seu amor perdido em 10 dias. Vendo meu chip da Oi também. E roupas semi-novas de diversas grifes. "Brechó Jackie O. Tinha". Contate nosso call center.

domingo, 2 de novembro de 2008

Sem título hoje, galére.

Fui de novo. Não sei quando volto. Mas antes:

"Uma vez conformado, uma vez feito o que outras pessoas fazem só porque fazem, e uma letargia infiltra-se em todos os nervos mais finos e faculdades da alma. Ela se torna todo o espetáculo externo e vazio interior; estúpida, rígida e indiferente."

[Virginia Woolf]

Besitos.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Modo neurose maxi turbo - ON

3h10 da manhã. Insônia. Insônia. Insônia. Meu reino por um Pasalix. Meu Deus. Eu já tinha esquecido como era isso.

Pra você ver como o mundo é engraçado comigo, acabei de desligar a TV, onde passava o Happy Hour (GNT) com o tema Neuroses Amorosas. Há! Meu roteirista é foda. Ele caprichou nos capítulos dessa semana.

Quero ir pra um retiro budista em Três Coroas. É muita coisa acontecendo pra uma pessoa só (muito pequena por sinal). Cansei.

"Oi. Eu quero alguma estabilidade, por favor".

"Você pode trazer junto com um Guaraná? Não. Não é light seu idiota!".

terça-feira, 28 de outubro de 2008

O problema de começar

Eu lutei contra todos os convites. As pessoas me chamavam pra experimentar, mas eu recusava. Dizia que não devia ser bom. Mas era mentira. Eu sabia que era ótimo. E uma hora eu não aguentei. Cedi. E agora eu também estou no twitter.

Como sempre, com tudo, estou viciada. Eu não sei fazer nada com moderação. O problema maior é que agora, viciada naquele, tenho medo de esquecer desse. Sabe como é...paixão nova.

Não sou adepta dos textos curtos. Não sei ser concisa. Mas aquilo é um grande exercício. (E mesmo meio desacreditada na carreira de jornalista, é sempre bom praticar a arte da concisão).

E a coisa complica. Desempregada, desocupada, com internet a la vonté. Imagina só como fica agora...E eu que queria voltar pra Marília no domingo. Como eu faço pra me libertar da internet agora? Foram três meses separados. Agora eu quero aproveitar. Tenho direito, não?

Mas, infelizmente, a vida continua e eu preciso procurar - ou melhor, ACHAR - um emprego. Lá vamos nós pra vida real de novo. (Mas só semana que vem, pelamor...)


PS: Se vocês quiserem conhecer o meu Twitter, é o dilemaddolores. Se você tiver twitter me avisa que eu te acompanho por lá também!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

La verdad

Nada melhor do que fechar a noite desta quinta-feira (porque eu ainda não dormi) com a entrevista com André Comte-Sponville, pela revista Época (03/01/2007 - Edição nº 45), "A consolação da filosofia".


ÉPOCA - O senhor diz que, para o filósofo, uma tristeza autêntica vale mais que uma felicidade mentirosa. Não seria perigoso consagrar o coração à melancolia?

Comte-Sponville
- O filósofo prefere a alegria à tristeza, como todo mundo. Mas ele coloca a verdade num patamar mais alto que todo o resto. Isso não quer dizer que seu objetivo seja a infelicidade. É preciso sempre ter coragem para enfrentar a melancolia ou a tristeza quando surgem. É o único caminho. (grifo meu)

(leia tudo clicando AQUI)

Acho que a frase já sintetizou tudo o que eu poderia desejar dizer neste momento.

Depois de um papo com a profundidade de um pires numa mesa de bar, tudo o que eu precisava era ler essa entrevista pra saber que eu não sou a única no mundo. Um papo com um amigo também ajudou a fortalecer a sensação - e também reforçou a minha idéia de que homens também são seres providos de sensibilidade. Não vou fazer mais considerações, apesar de achar que poderia escrever um livro sobre as sensações dessa noite.

"A verdade alivia mais do que magoa. E estará sempre acima de qualquer falsidade como o óleo sobre a água." (Miguel de Cervantes)

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Building Structures


Um guia para você construir um relacionamento bem estruturado



Este blog não tem por intenção se transformar em guia para os Rapazes, Incríveis e Aborígenes (/02 neurônio). Porém, revoltada com algumas das atuais circunstâncias, resolvo aqui tentar alertar aqueles que, além de serem mcdreamys, mcvets e derivados, durante toda a minha vida foram maioria absoluta no meu círculo de amizades.


Queridos e não queridos, amigos e não amigos leitores, homens são seres estúpidos. E não é pouco não. É muito.

As mulheres carregam o estigma do ciúme. Seriam vacas loucas de ciúme. Descontroladas. Ensandecidas. Perturbadas. Neuróticas.

Mas não são. Mulheres não são seres possuídos pelo demônio. O grande problema é que os homens são mestres jedis em abalar aquilo que se conhece como a bendida segurança.

Um homem nunca assume que aquela amiguinha, que vive pendurada no pescoço dele, na verdade é sua maior paga pau. Por mais que isso esteja claro, evidente e até escrito no orkut dela. Um homem nunca revela que já investiu naquela colega gostosíssima do trabalho – e que ou levou um belíssimo e categórico fora ou então já a traçou. Um homem é incapaz de dizer que quer sair com os amigos naquele belo sábado a noite e que quer que sua namorada ( ou escolha aqui o termo de sua preferência) fique no sofá, assistindo Kill Bill. Ao invés disso, prefere jurar que nada disso é verdade. Como se fosse um ser robotizado, programado para atender aos anseios femininos. E depois reclamam das exigências, birras e seus derivados.

“Ah Lola, você está louca. A mulher nos mata se falarmos essas coisas”.

Queridos, a titia garante: não mata não. Mulheres não aparecem no noticiário com seus ex-namorados de reféns.

As mulheres não são seres descontrolados. Na verdade, na maior parte do mês, elas têm muito mais controle do que qualquer homem bem evoluido. Elas só perdem o domínio de suas consciências a medida em que os homens não cultivam com elas o segredo de todo bom relacionamento de sucesso (pausa para a iluminação da palavra com holofotes à la Hollywood): a cumplicidade!

São vocês, meus xuxus, que não sabem cultivar esse sentimento. Por que será que na maioria das vezes os homens estão tão seguros e as mulheres se descabelam? Por que o cara não fica com medo de ir jogar bola e deixar a mulher com o dia todinho livre pra fazer o que quiser, acreditando que ela vai apenas fazer as unhas?

A mulher chega contando que foi cantada, que foi cortejada, que foi paquerada, que foi quase agarrada, que foi a tal lugar com tal pessoa. Ela conta tudo. E vocês pensam que é pra fazer ciúme. Quanta estupidez, minha gente!

A mulher faz isso porque conhece como ninguém a arte de cultivar a cumplicidade. Ela não quer te proibir de fazer nada. Ela não quer fazer bico porque você vai tomar cerveja com os amigos. Ela até quer que você saia sozinho às vezes, porque baby, acredite, ela também quer sair sozinha. Ninguém vira irmão siamês só porque está saindo/namorando/casado/derivados.

Já os homens criam um pacto de silêncio. Eles guardam aqueles episódios para si e para seus colegas, amigos, amigas, vizinhos. Mas pra mulher deles não pode contar. Por que negar o que está tão evidente? Por queeee?

Alou galera. Já foi o tempo em que o silêncio resolvia as coisas. Hoje temos orkut, sms, informações rolando na velocidade da luz. O namorado está conversando com uma periguete na balada e ao mesmo tempo a namorada já recebeu uma mensagem da sua mais nova amiga de infãncia (que estava lá no mesmo recinto) que fotografou e enviou a mensagem, junto ao endereço do perfil da bruaca no orkut. Ao mesmo tempo você já consegue descobrir toda a personalidade dela por comunidades como por exemplo, “Você me odeia? Seu namorado me ama!”.

Estamos na era da comunicação. Comunicai-vos, ora pois! Vamos conversar, falar o que rola, o que não rola, o que se quer, o que não se tolera, o que se faz, o que se quer fazer. Cartas na mesa, jogo limpo e assim por diante. E se no final o saldo é negativo, “boa sorte”, porque there are so many special people in the world, minha gente!

OBS: É complicado para as pessoas que já tem um relacionamento de anos-luz, tentarem estabelecer esta nova dinâmica. Sugiro que a técnica seja adotada nos primórdios. Porque depois que a insegurança se instalou, é um pouco mais penoso contruir a cumplicidade. Mas mesmo assim, vale a pena tentar.

OBS2: Não seja retardado de querer pegar uma balada federal no sábado a noite em que ela está com TPM. Não conte que a gostosa do trabalho te adicionou no MSN na semana da TPM. E cuidado com a liberdade que você dá para suas amigas do orkut na semana da TPM. Na verdade, você deveria cuidar sempre desse último item. Num dia de TPM feroz, ela pode lembrar do que leu no seu lindo scrapbook e você pode acabar no noticiario...

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Relatos de um cotidiano neurótico

Como a vida, definitivamente, não é nada justa, meu novo lindo aparelho celular não funciona. Mas isso é óbvio, é claro, é praticamente uma certeza matemática. Como algo poderia ser tão simples, como comprar um celular, transferir seu número antigo para ele e ser feliz para sempre? É claro que isso não acontece na minha vida. Nada é descomplicado neste universo neurótico moderno.

Acho que agora, além da maldição do pó compacto (vejam neste post), também tenho a maldição do celulaire. O único problema é que os números 1 e 5 não funcionam. Simples assim, galere.

E como grande prova de que minha vida virou uma piada, com vocês, o texto elaborado pelo fenomenal blogueiro do "Mim Nem Leu", meu great friend mequetrefe favorito e colega de apertamento.

(Nota para aqueles que não me conhecem: Sra Ronca sou eu. "Ronca" é a abreviação do meu sobrenome)



Sra. Ronca: comprei un ceulaire quim veiu cum zum defeito mosso...Sabe voceis du procum divia mim ajuda, sebe!? el fui enganada, mim maltratarru na loja seu procom..mim ajuda, el so uma mouça dinreita, eu num queiro cunfusão com órgo di difesssa dos comprador. mim ajuda..a tecra 5 num fununcia...eu fui lezada..por favor senhor procom..mim ajuda ae

Sr. procom: Você tem a nota do produto?


Sra. Ronca: sim, sim eu tomo nota, sabe?! eu sol formatada jornalista. eu tenhu agenda post-it. fala mosso do procom que eu tomo nota...pode falar....mosso...mosso?


Sr. Procom: Eu perguntei se você tem a nota fiscal do produto.


Sra. Ronca: Annnnnnnnsim....eu tenhu sr. procom olha eu tenho tudo, sim. O sr. vai processa aquela genti ruuuuuuuuuim que feiz insso conmigo mosso?

Sr. procom: Sim, vou processar e matar todos.

FIM

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

In memoriam


Perdi o emprego e o celular em menos de 24h.

Falta de sorte? Hã? Como? O que é sorte? É de comer?

Perder o emprego era o previsto. Quando cheguei em Marília, há três meses, vim consciente de que seria por três meses, a não ser que "determinado candidato" ganhasse eleições municipais. Conheço dezenas de pessoas na mesma situação. Em Marília, Botucatu, São Paulo e outros estados. É muito normal isso acontecer em ano eleitoral e eu não questiono isso.

O motivo da minha reclamação é pela junção dos dois acontecimentos em tão breve período. E principalmente, por ter perdido meu amado salve salve celular nokia 6111 com três anos de idade. Lindo, todo estragadinho, com problemas no visor, com a memória lotada, sem cabo para descarregar fotos, mas era o meu amor eterno.

Tinha milhões de mensagens de amigos e ex-amores, desconhecidos que mandaram mensagem por engano que rendiam boas histórias em mesa de bar. Tinha uma história de vida lá dentro. Fora todos os milhões de contatos na agenda. As próprias fotos que nunca foram descarregadas.

A coisa não é material. É uma ligação emocional mesmo. Tudo tinha muito valor sentimental - como até papéis de bala tem na vida de uma canceriana, com ascendente em câncer!

Meu avô tinha me dado o aparelho. Tudo que meu avô me deu virou objeto de colecionador. Nem do nintendo de 1900 e Cavalo de Fogo com princesa Sara eu vou conseguir me livrar algum dia, porque foi presente dele.

Eu perco tudo todo dia. Mas perco dentro dos "meu limites". Consigo perder até maquina digital dentro de casa por meses. Mas eu encontro. Sempre encontro. Eu nunca perdi algo pra sempre. Mas dessa vez, o celular não vai voltar.

Mas ainda pior do que isso é ir comprar um celular novo e ser assaltado. Não. Não levaram meu celular de novo. Mas é que comprar celular é pior do que a máfia italiana. Você não pode ser roubado por 6 meses, porque o seguro contra roubo só funciona depois de 6 meses. Você não pode comprar um celular sem linha. Precisa pagar 15 reais pelo chip que não vai usar. Você não pode parcelar no cartão se for um aparelho pré. Mas o meu é pós. Mas como o meu contrato foi refeito há 2 meses, eu não posso comprar um celular pós. Preciso comprar como se fosse pré.

O que? Deu pra entender? Eu também não entendi. Passei o cartão, parcelei em 10 vezes e seja o que Deus quiser.

Se eu já consegui usar o aparelho? Lógico que não. Ainda não conseguiram ligar minha linha antiga no aparelho novo. Deve ser realmente um bicho de sete cabeças fazer isso. Celular novo só funciona com linha nova. Ninguém mais quer as coisas velhas. Tudo novo. Novo em folha. E viva o cartão de crédito. E viva o desemprego também, porque eu não sei como eu vou pagar minhas contas agora!

Acho que não vale a pena querer ser jornalista. Eu quero trabalhar numa operadora de celular.


Beijos da Lola, só um pouquinho revoltada.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Goodness

"There is no greater power
Than the power of good-bye"
(das antiga)

Quadro de anúncios:
Procuro companhia para o show da Madonna.
Contato: comente esse post!


Beijos

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

"Bom dia!"

Faz tempo que quero escrever sobre a educação. Não aquela que a gente tem na escola, ou na faculdade. Mas aquela educação que a gente traz de casa. Ou até aquela que a vida ensina a gente ter.
A educação nesse caso poderia ser substítuida pela palavra gentileza, sem risco de comprometer o sentido. Ou ainda delicadeza.
Eu não sou menos educada com as pessoas de acordo com a minha variação do humor. Eu não sou menos gentil ou menos delicada por estar com TPM, por ter brigado com alguém, porque algo não deu certo na minha vida.
Eu posso ficar furiosa com a pessoa, e fico mesmo. E desconto nela. E as vezes eu até descarrego em alguma pessoa bem próxima, que me conhece muito bem, e que por estar tão próxima acaba levando uma "ricocheteada" da minha chateação. Posso também ficar furiosa comigo, por ter feito alguma bobagem, e parecer um pouco mais fechada do que de costume.
Mas nunca deixo de dar bom dia para as pessoas. Nunca deixo de sorrir para quem passa ao meu lado na rua. Nunca deixo de responder a uma dúvida de alguém que precisa de uma resposta, por mais simples -ou elaborada - que seja.
Com as pessoas que nos são próximas, é realmente complicado disfarçar o mau humor. São as pessoas com quem você pode brigar por bobagem, mas elas te conhecem bem o suficiente para saber porque você está tendo determinada atitude. E se por ventura você magoar alguma dessas pessoas queridas, elas saberão perdoar.
Já os estranhos, os poucos conhecidos, os pedestres na calçada, os colegas, estes não sabem o que se passa no seu universo particular. E nem tem obrigação de lidar com o seu dia ruim.
Pra mim, não é nenhum sacrifício ser gentil, educada, delicada, respeitosa. Mas eu acho que, infelizmente, para uma absurda maioria de pessoas, é algo impraticável.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Da série "Coisas que não podemos ter"


Pois é galere. Inventaram a Barbie da Angelina Jolie. E eu quero. Só que o mundo é mau, e o bacana do Noel Cruz fez o favor de criar apenas um exemplar. Observação: já foi vendido no ebay. É pra morrer ou pra matar?



Beijocas

LPs

"como é que eu me meti nessa, como é que eu saio dessa, quem disse que eu quero sair dessa, esquecer isso tudo, derreter, morrer, agradecer à nossa senhora da pequena morte e dormir uma dormidinha daquelas antes de começar tudo de novo. e de novo. e de novo e de novo, até ele perceber que não há saída senão se entregar e se entregar sabendo que tudo nos espera"
(Clara Averbuck)

Isso aqui virou um depósito de frases de outras pessoas. Eu não escrevo mais. Mas é pura falta de tempo, juro. Idéias não faltam. E esse trecho do "Nossa Senhora da Pequena Morte", novo livro da Averbuck, parece com o sentimento que eu tive outro dia. Não comparo os textos. Só as sensações.

Eu vi esse trecho porque estou ajudando a escrever uma matéria sobre vinis. Sabia do lançamento do livro-LP da Clara Averbuck e fui buscar informações no adios lounge. Lá estava esse trecho e rolou uma identificação imediata.

Muitos beijos aos queridos e não queridos fiéis leitores.

sábado, 20 de setembro de 2008

Resumo da ópera

Meu roteirista é um cretino. Sem vontade de escrever novos capítulos para a neurótica de plantão, se contenta em reprisar os episódios das primeiras temporadas a exaustão. Enquanto isso eu vou enlouquecendo. Um pouco mais.

Não adianta mudar o cenário. Os atores. A trilha sonora. As histórias continuam as mesmas. As histórias continuam as mesmas. As histórias continuam as mesmas.

Apesar de ter toda a parte boa, essa estabilidade me desanima. Não tem graça viver sabendo onde se vai chegar. De novo, e de novo, e de novo...

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Freud explica?

Sonhei com Clarice Lispector.

Ela, vestida de bailarina, com uns 15 anos, me dizia que ia escrever seus últimos livros pra mim. Procurei-os no sebo, mas não achei.

(Ficadica para presente de dia das crianças. Pode ser o último ou qualquer outro que eu não tenha)

Fulgaz

Sinto-me acolhida. Rendida. Abraçada. Querida. Encontrada. Aninhada. Protegida. Confortada.
Vestígios de um encontro desencontrado, que poderia virar um livro. Um quase quase quase alguma coisa que ninguém vai descobrir o que foi, o que é e o que teria sido.


A foto fica muito mais bonita na moldura do platonismo.

Mais devaneios na próxima edição!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Clarice, I love you

"Isto não é um lamento. É um grito de ave de rapina, irisada e intranqüila."

(Um sopro de vida)

Ps: Crianças, não entrem em pânico. Titia está bem, só achou a frase bonita ouquei? Beijos!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Reflexões induzidas

Comentário recebido em post passado me fez pensar. É, realmente. A ausência (quase) total de uma vida amorosa, apesar da advertência do I Ching (old habits die hard...), é uma boa justificativa para a ausência de neuroses.

Porém, isso não é justificativa para a ausência de filosofias...

Como o final de semana que passei em casa teve intenções exclusivamente introspectivas, me reservei o direito de não criar teorias mequetrefes. Mas agora, como todo bom neurótico, vivo novamente o dilema de ter várias idéias (e até algumas neuroses, visto que, apesar de idolatrar o I Ching, tenho sérios problemas para seguir conselhos), e não ter tempo e nem computador com internet disponível quando tenho tempo para postar.

Resolvi passar por aqui rapidamente só para fazer uma sessão descarrego, antes de sair do jornal (23h30) (observação: acho que o relógio do blog está errado).

Beijius e abracius

sábado, 30 de agosto de 2008

Injustiças da vida

Estou em casa botucatuense, com internet a vontade e não me vem uma simples idéia na cabeça. Quem sabe amanhã...ou mais tarde...
No momento só consigo pensar que isso é uma injustiça....

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Repúdio

Quero manifestar nesse espaço o meu repúdio aos celulares e outros aparelhos modernos que não precisam de fone de ouvido.

Não sei se essa modernisse tem nome. Eu sei que o meu nokia mequetrefe querido não ativa seus auto-falantes sem ter um bendito fone de ouvido plugadinho nele.

Eu adoro música. Eu amo meu ipod genérico, apesar de não andar com ele ultimamente pelo fato de estar sem internet em casa e não ter músicas legais para renovar meu repertório - e também tirei algumas legais pra gravar uns vídeos, e agora não tenho mais as músicas "em mãos" para recolocá-las. Eu acho super válido que um cara super legal divida o seu som com seus amigos que não tem celulares super modernos ou ipods, ou seus derivados. Mas eu não concordo que isso seja feito dentro do ônibus, por exemplo.

Eu não sou obrigada a ouvir a Rihana (como escreve? to com preguiça de procurar no google!) falando do guarda-chuva. E essa ainda eu sei (sei mesmo?) o nome. O pior é quando tenho que ouvir músicas (músicas?) que nunca ouvi antes. Daquelas que você nem entende o que o cara canta, porque provavelmente ele nem está dizendo nada mesmo.

Outro dia eu fui passar uma linda tarde de feriado com o meu great friend no shopping - na época ele ainda saia comigo. hoje, além da gente nem se encontrar (mesmo morando na mesma casa), ele também não sai comigo nas horas vagas. mas isso é tema pra outro post! - e em vez de ter uma tranquila viagem de ônibus de meia hora, tivemos que ouvir os barulhos emitidos pelo celular de um guri, que compartilhava o som com seus 10 amigos e outros passageiros.

"Esse foi seu único azar Lola?" Não amigo, clllaaaro que não. Na volta, algumas horas depois - o shopping ainda estava fechado...só a praça de alimentação estava aberta - os mesmos simpáticos garotos também voltaram no busão conosco! Obaaa! E fomos novamente felizes e contentes ouvindo aquela música (música???) até chegar ao terminal.

Que feriado feliz minha gente!

E agora, voltando de Botuca para Marília, tive a alegria de dividir o conteúdo Rihana (Rihanna? Rihhanna?) do celular da simpática mocinha que sentou na poltrona ao lado.

Eh alegria. Bons eram os velhos tempos.

Beijos da Lola

Ps: desculpem-me por eventuais erros. posto correndo porque não tenho interneteeee

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Flores e cinema

Hoje recebi flores no trabalho. Pela segunda vez, meu trabalho vale flores. Já contaria três anos sem recebê-las, não fossem por algumas reportagens...

O fato de receber flores me fez lembrar que nunca as ganhei dele. Aquele cara que por tanto tempo andou do meu lado, de mãos dadas. E agora ainda anda do meu lado, mas sem segurar na minha mão. A razão é meio nebulosa, mas tudo bem. Eu gosto de andar do lado dele mesmo assim.

O engraçado é que o fato de receber flores me fez pensar nele ainda mais. Mesmo que as flores nada tenham a ver com ele. Mesmo que eu nunca as ganhe dele.

Outra coisa mais engraçada foi ver o nome do filme que eu queria ver com ele há 10 meses no caderno B do estadão. O filme resiste bravamente ao amor despedaçado. Está lá gritando na minha cara que ele dura tanto tempo em cartaz quanto o tempo que ele não segura a minha mão.

Mas eu entendo que ele está lá resistindo, esperando o dia que a gente vai pra lá de mãos dadas assisti-lo.

Beijos da Lola-louca (ainda sem internet em casa hein, gentes?)

sábado, 9 de agosto de 2008

Oi genten!

Isso que é boa memória. Depois de quase dois meses eu lembro o login e a senha.
Quero comunicar os queridos leitores (se é que alguém ainda lê, depois do "abandono") que este blog ainda existe.
Porém, como o Kio o abandonou de fato e a Lola (eu) mudei de cidade (!) em julho e ainda não consegui instalar internet em casa, não consigo postar.
Agora estou postando em um momento (muito raro) de ócio no trabalho. E só passei para dar satisfação ao querido leitor.

Mil (para compensar) beijos da Lola

quarta-feira, 25 de junho de 2008

É verdade, gente

"O acaso tem seus sortilégios, a necessidade não. Para que um amor seja inesquecível, é preciso que os acasos se encontrem nele desde o primeiro instante como os pássaros nos ombros de São Francisco".


Milan Kundera

terça-feira, 24 de junho de 2008

Um pesadelo chamado São Paulo Fashion Week – Capítulo III

Como a semana da moda pode acabar com sua paz interior, sua dignidade e com algumas boas amizades também!


Esqueci de mencionar um detalhe sem muita importância sobre a sexta-feira: Lembra dos 4 convites prometidos pela simpática proprietária de uma loja em Lego City, que seriam retirados numa loja da marca correspondente na Oscar Freire?

Pois é. Os convites estavam lá. Mas o pequeno detalhe é que só havia dois convites a nossa espera!!! “Ah Lola, podia ser pior. Podia ser tudo mentira e vocês não iam ter nenhum!” Arrãn. Podia ser pior né...Calma aí...

Saímos rumo ao FW lá pelas 14h. A amiga, que chamaremos aqui de Valerie Malone para facilitar a compreensão do leitor, estava estressada, porque deveríamos sair um pouco cedo de lá para conseguirmos pegar o último ônibus para Lego. “Mas tudo bem amiga, com fé tudo dá certo”, eu disse, numa tentativa de permanecer otimista.

A caminho do negócio, o motorista de táxi, que deve ter uma mãe muito digna, se recusou a levar nós 5 para a Bienal. Tivemos que pagar dois táxis. Urruw. Quanta diversão! Da próxima vez vocês querem ir comigo???

Bom, chegamos no Olimpo da Moda e já havia todo um esquema montado para que todos os 5 integrantes do Barrados no Baile conseguissem entrar. E aí, vão as primeiras, Kelly Taylor e Donna Martin. As duas passam pela portaria sem nenhum problema, a não ser pelo fato de que, pela primeira vez na história do SPFW (de acordo com fontes seguras) os convites são marcados com furinhos (que coisa pobre!). “Entrô uma vez não sai mais. Se saí num vorta!”, falou o porteiro que tem a mãe tão bacana quanto a do taxista.

“Se eu passar mal não posso ir até o hospital e voltar? Preciso de um convite reserva pra passar mal?” disse Kelly Lola Taylor. E o cara me olhou com cara de “não me avisaram o que fazer nesta situação não, dona”.

OK. Donna e Kelly seguiram pela Bienal em busca dos convites perdidos. E ninguém tinha uma merreca de convite pra fazer a alegria de Valerie Malone, Steve Sanders e Brenda Walsh.

Até que tive a grande idéia de ligar para um amigo fashionista que trabalha para um grande nome do jornalismo de moda. Sim, eu tenho contatos. E então ele arrumou um convite para a Valerie.

O porteiro teve a “brilhante” idéia de “dobrar” o material do convite para marcá-lo, pois não conseguiu furá-lo. Felizmente a tentativa de “dobradura” foi mal sucedida, e, pela porta de saída entregamos o mesmo convite para o Steve, que entrou sem grandes problemas.

Nesta mesma hora, tentamos fazer com que Brenda também entrasse com nosso convite usado, mas como este estava marcado com o furo...ela foi Barrada na Bienal.

Porém, não desistimos. Ligamos novamente para o amigo fashionista, e ele arrumou outro convite. Lá fomos nós para a porta de saída, entregamos o convite para a Brenda e a partir deste momento todos estavam felizes, alegres e contentes dentro da Bienal, certo? Errado!

Essa novela toda durou mais ou menos duas horas. Estávamos todos cansados e estressados. Resolvemos parar num dos “barzinhos” lá de dentro pra beber algo e relaxar. Então, eu, que precisava ir embora no sábado em razão do meu concurso no domingo, me atrevi a perguntar que horas deveríamos sair daquele hospício para pegar nossas malas e depois seguir rumo à agradável viagem de busão para Lego City again.

Eis que descubro as verdadeiras intenções de Valerie Malone: ela disse meio sem jeito que não sabia se voltava no sábado.

COMO ASSIM? COMO ME FALAM ISSO SÓ AGORA? SE EU SOUBESSE NÃO TINHA VINDO, PO!

Mas sabe como é né, gente? O SPFW tava tãaaao legal...E a única que tinha compromisso era eu, mesmo. Então, tipo, quem liga né?

Já era praticamente 17h e ninguém sabia se ia embora no sábado. Muito pelo contrário, o povo estava bem inclinado a voltar só no domingo.

Uma hora eu fiquei cansada da palhaçada, levantei e fui embora. Ainda era cedo, mas se o povo não estava muito preocupado com o que tinha combinado comigo, aquele era o último lugar onde queria estar. Melhor perdida numa praça cheia de mendigo. Neuróticos são neuróticos, mas sabem o valor da amizade, do compromisso e da solidariedade.

Eu sei andar em São Paulo? Não! Eu sabia pra onde estava indo? Não! Eu só tinha um endereço.

Peguei um táxi (dessa vez o cara era bacana). Fui até a casa onde estavam nossas malas, arrumei tudo e ainda não eram 18h. Pensei em aproveitar SP, visto que eu não queria ir embora cedo, só queria ir embora sábado.

Liguei pra uma super amiga na tentativa de que pudéssemos tomar um cafezinho na rodoviária, mas ela tinha um casamento. Mas uns 15 minutos depois, ela me ligou dizendo que desistiu de ir ao casamento.

(Viu gente, ainda existe verdadeira amizade nesse mundo!)

Peguei um táxi novamente. Eu não sou rica não. Mas eu não tinha opção. Malas e bolsa gigante, perdida em SP, seria o mesmo que perder tudo que estava na carteira. Preferível gastar uns bons reais segura no táxi do que perder tudo tentando encontrar o ônibus certo.

Então encontrei minha amiga na rodoviária e fomos dar uma voltinha no shopping. Fofocas, risadas e tudo mais pra me fazer esquecer as palhaçadas do SPFW.

As 20h40 voltamos para a rodoviária, nos despedimos e adivinha só quem estava embarcando para voltar à Lego City no ônibus das 21h?

Bom, não precisa nem falar né?

E ainda tive que ouvir essa “Não falei que dava tempo, Lola?”

É né Valerie...falou sim. Claro que falou. Foi por isso que eu fui embora gastar fortunas em táxi...

Bom gente, é isso. SPFW, nunca mais!

Beijos da Lola.

PS: Sem mágoas nem ressentimentos. Pelo menos da minha parte. Só fiquei desapontada porque fui pensando uma coisa, com uma coisa combinada, e lá o pessoal deu uma de jão-sem-braço. No final tudo deu certo, e aqui estou, com bom humor, relatando minhas desventuras a todos.

Um pesadelo chamado São Paulo Fashion Week – Capítulo II

Como a semana da moda pode acabar com sua paz interior, sua dignidade e com algumas boas amizades também!

Dia de ir para o lindo SPFW. Combinamos a viagem à SP para as 12 horas, então saí mais cedo do jornal, com a permissão dos senhores chefes.

As 11h00 liguei para a amiga, pra saber se deveria me dirigir até sua casa ou se alguém passaria na minha para irmos até a rodoviária. Mas a amiga não estava. De acordo com a empregada, estava no banco. 11h30 liguei de novo, mas ela ainda estava no banco. 11h50 a amiga me liga e avisa que vamos às 13h. “OK”, digo eu. Nem se a gente quisesse muito ir ao meio dia dava tempo né? Botucatu é pequena, mas não tem um só quarteirão.

O combinado era que um dos amigos participantes da aventura passaria me pegar às 12h30. “OK”, digo novamente.

12h30 e eu lá na garagem esperando o pessoal passar para irmos felizes, bonitos e cheirosos para o mundo fashion. 12h45 e eu lá na garagem esperando o pessoal passar... 12h55 e eu lá na garagem esperando o pessoal... Resolvi ligar pra amiga, e ela também estava esperando o amigo passar lá. 13h e eu esperando o pessoal....

13h05 e eu já estava na sala comendo Doritos e vendo televisão. Então minha amiga aparece em casa, buzinando. Corro entrar no carro sem entender nada e aí ela me explica que vamos para a saída da cidade, com a esperança de encontrarmos o busão.

No caminho ela me explica que o nosso amigo ligou pra combinar horário de saída, PORÉM.... a empregada dela “avisou” que meu PAI ia nos levar para a rodoviária.

Hã? Como assim? Meu pai nem estava na cidade! De onde ela tirou meu pai? De onde viemos? Para onde vamos? Tostines é mais fresquinho porque vende mais ou vende mais porque é mais fresquinho? Por que tudo junto se escreve separado e separado escreve tudo junto? Bom, grandes mistérios da humanidade...

O importante é que chegamos à saída da cidade e estava lá o amigo e a irmã da amiga segurando o ônibus. Um atraso de apenas 20 minutos e todos os outros 40 passageiros nos olhando com muito amor, carinho e compaixão enquanto passávamos por eles... Era tanto carinho que nem tiraram a bolsa do banco pra gente sentar...Mas depois de todos devidamente acomodados, seguimos a deliciosa viagem de 3h30 para São Paulo...que durou apenas 5 horinhas!

Chegando à rodoviária, pegamos um lindo táxi para não demorarmos ainda mais com trocas de metrô e ônibus. E um táxi na hora do rush, como era de se esperar, só demorou apenas uma pequena horinha pra chegar até Moema. Nessa altura do campeonato, eu ainda queria ir pro Fashion Week, afinal, pra que eu fui pra São Paulo?

Mas infelizmente eu era a única com disposição...e todos os outros preferiram seguir pro bar. Eu achei aquele pouco caso com o Fashion Week meio suspeito, afinal no sábado não teríamos tanto tempo para aproveitar o evento né? Mas que opção eu tinha, se não seguir com a galera pro bar ou então ficar em casa vendo a novela das 7h?

E aí? Bebemos e fomos felizes para sempre? Na sexta a noite foi só alegria mesmo. Mas ainda tinha um ensolarado sábado na capital paulistana nos aguardando...

Beijos da Lola


Um pesadelo chamado São Paulo Fashion Week – Capítulo I

Como a semana da moda pode acabar com sua paz interior, sua dignidade e com algumas boas amizades também!

Fim de maio ou começo de junho. A data não importa muito. Foi quando uma simpática proprietária de loja em Lego City ofereceu 4 lindos convites do SPFW para uma grande amiga minha e idealizadora de um dos projetos para os quais eu trabalho. (Neste caso, a empreitada se chama Movimento Fashion, é um suplemento sobre moda dentro de uma revistinha local).

Tá certo então. Todo mundo ficou muito feliz, porque seria a primeira vez em muitos anos de comparecimento ao evento que todos os participantes estariam portando convites.

Eu nunca tinha ido, pois defino as diretrizes da minha carreira neste momento, porém, essa minha amiga e as outras pessoas convidadas já estão envolvidas com moda há algum tempo, sendo freqüentadores tradicionais do evento.

Pois bem. Uma semana para a viagem. Preparativos para o Fashion Week? Nenhum, ora. Pra que se preocupar? Pra que se cadastrar como imprensa, pra que garantir convites com assessorias das marcas, pra que, se já existiam quatro lindos convites nos esperando numa linda loja na Oscar Freire???

A única preocupação que rondava a cabeça dos futuros visitantes da Bienal era a roupa com que iríamos nos apresentar frente a maior comunidade fashionista do Brasil. Mas devido à falta de “tempo”, ninguém foi lá muito fashion mesmo... a preocupação teve uma morte súbita, por ausência total de recursos.

Então as preocupações giravam em torno da data escolhida para visitar a grande São Paulo. Resolvemos que um belo dia o sábado, 21, e ficaríamos até domingo, quando haveria o esperado desfile da Colcci com a nossa amiga Gisele.

Tá. E continuando a linha do tempo...dia 16 tive que avisar minha amiga de que não poderia viajar com eles, pois teria uma prova no domingo. Então, alguns dias depois ela disse que não haveria problema algum em irmos na sexta e voltarmos no sábado. “Desculpe Gi, não poderemos te ver dessa vez! Sorry dear!”.

A amiga me ligou na quarta à tarde ainda, pedindo para que eu jurasse que iria honrar o compromisso. E eu disse pra ficar tranqüila. Sexta estaríamos lá. Mas teríamos que voltar no sábado a noite, sem negociação.

E daí foi só alegria? Não, caros amigos. Ainda tem muito mais...

Beijo da Lola

terça-feira, 17 de junho de 2008

So cliche

Acabei de assistir "Life or something like it" (Uma vida em sete dias).

Eu já tinha visto há muitos anos. Antes de virar jornalista, um amigo me disse que tinha assistido e lembrado de mim. Fiquei curiosa.

Hoje até senti melhor a semelhança do que há alguns anos. Anos depois acabei virando uma jornalista obcecada por trabalho, mas isso não vem ao caso agora porque já comentei isso agorinha mesmo. Porém, as verdadeiras questões que me incomodam no filme são:

- Por que raios fizeram aquilo no cabelo da Jolie??? Pra que colocar a mulher mais linda da história de capacete num filme?

Os caras conseguiram deixar a mulher feia. Ou pelo menos com cara de comum. E tudo isso pra que? Qual é a idéia que essas pessoas tem de jornalista?!?!?

- Por que toda vez as mulheres precisam escolher entre ter uma vida ou uma vida amorosa??? Alguém pode me explicar??? Hein???


(Lola)

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Diversão garantida!

Primeiro de tudo:

Saindo do forno, o blog do meu GREAT friend, que acredito que deseja permanecer no anonimato: MIM NEM LEU. Se você gosta de neuróticos modernos, vai amar o "Zé" (chamemos assim o meu great anonimous friend). Modéstia às favas, ele afirma que este bloguezinho mequetrefe o inspirou.

Descrição do "produto": "Tudo o que você não precisa saber. Comentários sobre tudo que é irrelevante para sua vida". Precisa falar mais alguma coisa?

Esse é o blog do (meu) momento. Espero que ele escreva sempre. O link já está no "outros livre-pensadores".

Em segundo lugar, vamos de Notívaga Incurável. Meu amigo Rodolfo, condolecido com meu tédio matinal, e diante da possibilidade de que sua amiga (eu) caísse no sono em sua mesa de trabalho, resolveu me mandar esse link, onde tem uma brincadeirinha muito legalzinha, que me entreteu por muitas horas.

A dona do blog diz que colou o post de um blog que entrou por acaso. Então acho que não tem problema colar aqui também.

Crie sua própria Rock Band!


1) acesse esse site e veja o título da primeira página aleatória que aparecer, será o nome da sua banda.

2) vá pra essa outra: as últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do seu disco.

3) acesse essa página do flickr e veja a terceira foto: não importa qual seja, será a capa do seu disco.

Preciso contar que agora eu tenho várias bandas??? Depois de seguir os passos, eu fui montar as capas dos CDs, que divido aqui, com vocês, meus queridos e não-queridos leitores. (Zé, emprestei!)

E se quiser que eu faça a capa do seu CD, pode pedir. É só mandar os nomes e a foto!

Beijos da Lola!



Banda: Banksia Littoralis



Banda: Stoned




Banda: Ghent (essa não é minha, é do Rodolfo. Mas a capa é minha!)




Banda: Flodafors

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Deixa a menina trabalhar em paz, pô!

Não sei quem é o maior culpado por minhas neuroses. Eu mesma ou meu terapeuta?! Hoje é essa a dúvida que vai dormir comigo...

Hoje fui lá bater um papo com o meu querido "desneurotizador", desabafando sobre minha quantidade enlouquecedora de trabalho. Não querendo competir com a rotina da Suzana Werner na Itália (veja no Te Dou Um Dado?), mas tá foda...

E eis que o cara me pergunta "Mas por que você está procurando tanto trabalho?".

Gente. Como assim??? Alguém no mundo pode se dar ao luxo de não procurar muito trabalho???
Tipo assim, se tiver como eu vou ADOURAR ficar sem fazer nada. Ou pelo menos dormir mais cedo. Acordar mais tarde. Almoçar antes das 18h. Sei lá. Tanta coisa legal pra fazer em vez de trabalhar...

Mas o cara encanou com a minha "procura" por trabalho. Talvez por ter uma vida afetiva frustrada? Cláaaro né, beibe! Se eu tivesse um Josh Holloway na minha vida, é claro que eu ia dizer um não pra alguma oportunidade exploradora de trabalhar como um camelo pra ganhar 100 reaus. Mas não tem. Então pra que resistir né, gente???

O que eu não entendi foi: "Qual é o problema exatamente, mesmo?".

Se é um cara trocando a vida social e tudo mais pra ser um alguém na vida, isso é absolutamente normal. Na verdade, é perfeitamente normal o cara que deixa a namorada de lado pra morrer de trabalhar. E eu, super feliz e solteira, tenho que ficar pobre???

Com que dinheiro vou pagar meus luxos se não fizer umas reportagens non sense por vintão?

Valha-me Deus. Não entendi mesmo. To aqui até agora tentando compreender o que tem de mais eu trabalhar demais...

Eu devia ficar em casa me descabelando porque não tenho namorado pra me comprar um presente? Mas por que, se eu posso comprar o que eu querê? E apenas um adendo: acho que amor não se procura. Amor se encontra. Então o que eu devia fazer? Sair na rua desesperada procurando um cara bonito, inteligente, educado, gentil, que goste de música, cinema, livros e conversas infinitas sobre filosofias mequetrefes, quando na verdade estou ganhando dinheiro para poder viajar e fazer cursos onde poderei encontrar pessoas que já estarão pré-selecionadas naturalmente???

Não sei se foi só pra me deixar meio louca que ele levantou uma reflexão sobre isso. Não sei se foi uma coisa meio machista ou se foi algo meio "terapeuta style". O fato é que eu sigo uma das boas filosofias do orkut: "Não fique triste. Fique rica". E apesar de não concordar com a descrição da comunidade, eu acredito no ideal!

Um beijo da Lola muito revoltada com os questionamentos do terapeuta

terça-feira, 10 de junho de 2008

Don't you shiver?

On and on
From the moment I wake,
To the moment I sleep,
I'll be there by your side,
Just you try and stop me,
I'll be waiting in line,
Just to see if you care.

(Lola) - (Ah vá! E tem outra pessoa que posta aqui?)

sábado, 31 de maio de 2008

Sobre a telepatia (de novo)


Alguns amigos desenvolvem tamanha cumplicidade, que chega a beirar telepatia. Dá pra sacar que o amigo precisa de socorro só pelo olhar que ele envia há muitos metros de distância. A gente sabe quando precisa ajudar, ligar, comparecer ou desaparecer. Sabe a diferença de um momento em que só quer confete, por estar com a auto-estima baixa, ou aquele dia que relamente precisa ficar sozinho...

Muitas vezes eu peguei o telefone pra ligar pra uma amiga e percebi a linha muda. Arriscava um "alô?" e era a própria. O negócio nem tocava! Um outro amigo meu sempre me escreve quando penso nele. Não é algo que precisa ser religiosamente cultivado. Apenas acontece. Se desenvolve. Ou sempre esteve lá, e a gente teve a sorte de encontrar alguém com "ligações neurológicas" conosco. Vai saber....

O fato é que isso dificilmente se repete em relacionamentos amorosos. Tudo parece ser em outra língua. Mesmo quando você fala, a outra pessoa entende errado. Quando não diz nada então...meu Jesus bambino, socorro...

Não adianta vir com papo de "homens e mulheres". Minha telepatia funciona muito bem com homens. Lembrem-se que meu círculo de amizades é predominantemente masculino. E as poucas amigas que tenho são sensacionais também, seres incríveis, que admiro demais. Não tenho absolutamente nada contra as mulheres, peloamordedeus, hein! Minha telepatia não é sexista! (Nem eu!).

Mas por que será que a telepatia não funciona com o amor? Que porcaria será que atrapalha as transmissões, hein?

Beijos da Lola, que no momento tenta eliminar as interferências!

Eu usava salto alto. Mesmo quando me doíam os pés.

Eu sempre usava salto alto.

Mas um dia eu parei de usar.

Falta a coragem de encarar a dor...

Então eu só uso sapatilhas.

(Lola)

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Ah! Que bom seria...

Vou dividir meu Personal Horscope Tabajara com vocês!


Beijocas da canceriana mais louca do pedaço (inspirada pelo programa "15 minutos" de hoje, que criou nomes de filmes-sessão-da-tarde)

PS: As melhores partes estão em negrito!



Clareando e compreendendo melhor as questões afetivas
(clareando questões afetivas hahaha faz-me rir!)



Vênus em sextil com Mercúrio natal

Entre os dias 30/05 (hoje) às 18h20 e 07/06 às 2h04, o planeta Vênus estará entrando em contato de forma harmoniosa com o planeta Mercúrio do seu mapa astral, Lola. A qualidade maior deste período envolve um melhor entendimento no que diz respeito à sua vida afetiva. Neste período, você estará mais consciente de coisas que você precisa melhorar para que as suas relações amorosas se tornem mais proveitosas. Talvez você venha a receber conselhos, toques, ou mesmo simplesmente tomar consciência das coisas que precisam ser mudadas. Mas o processo envolve também você receber alguns elogios a respeito de suas melhores qualidades nas relações. As pessoas em geral - amigos, amantes, familiares - estarão salientando suas virtudes, e falando mais delas. É legal ouvir essas coisas, mesmo quando já sabemos quais são nossas qualidades. Um melhor estímulo para a auto-estima é a marca registrada destes dias.

Outra qualidade marcante para o período, Mariana, envolve você provavelmente ter idéias mais harmoniosas, percebendo em si uma tendência mais apaziguadora e razoável.

(Hahahahaha apaziguadora foi óteeemo!)

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Reflexões mais profundas (mas nem por isso menos mequetrefes!)


O bom da teoria mequetrefe é que ela pode ser muito facilmente refutada.

No caso do comentário de outro dia, de que não-relacionamentos são mais complicados...bem, acho que eu discordo de mim mesma hoje.

Tá certo que um não-relacionamento, um relacionamento mal resolvido ou a ausência de diálogo pode comprometer bastante a delicada mente neurótica...porém...alguns acontecimentos recentes me fazem refletir um pouco mais sobre a questã...

O grau de complicabilidade é diretamente proporcional ao grau de compromisso que se tem com uma pessoa. Como assim, gente?! Por que??

Por que quando duas pessoas estão juntas, assim, só "estando", a coisa é mais tranquila? O cara fica ali, a menina fica lá...e aí eles ficam juntos...e ninguém precisa ficar muito louco. (só um pouco, as vezes, pois é natural que uma situação dessa transmita certa insegurança para um indivíduo que seja ao menos um pouco neurótico!)

Depois, as pessoas resolvem namorar. E então a insegurança deveria diminuir certo??? Nãaaaao! Muito muito muito errado. Outro dia uma amiga comentava sobre seu...(como chamar o menino que ela beija de um jeito que não fique brega num blog moderno? eu não sei qual é o termo usado pra não-namorado hoje em dia!) não-namorado (pronto. resolvi!), que ela acreditava não ser fiel.

E ela manifestou toda a sua insegurança durante o papo, até que resolvi perguntar: "Mas afinal, por que vocês não namoram?" E a resposta obtida foi: "Nossa, se eu namorar com ele eu enlouqueço! Vou ficar louca de ciúmes!".

Peraí. Vamos voltar um pouco: se o cara quiser assumir um compromisso, não é sinônimo de envolvimento, cumplicidade, carinho, etc.? Então por que surtar???

Aí a louca (não a minha amiga. Em geral mesmo!) fica super master blaster plus ninja ciumenta, preocupada, encanada. Encana porque o cara não ligou, não foi, não veio, não quer ir.

Tá certo. Ele ainda não quis casar né...Ainda não gosta o suficiente, talvez?

E o coitado resolve então "ficar noivo". Puta coisa brega hein?! Mas enfim...tão noivos. A insegurança, neurose e simpatizantes ficam mais lights? NÃAAAAAAAAAAAAAO! Claro que não. A pessoa só se sente mais a vontade para enlouquecer! Fica mais possessiva, mais preocupada...etc...

"Então Lola, mas ele ainda não casou né?" É minha filha. Ainda não casou né?! Mas aí vocês casam. E melhora? Não, né?

Eu tenho muitos amigos homens. Muitos. Vários. Quase todos. E eu reparo que amigos bem humorados, divertidos, felizes, de repente vão se apagando porque tem uma namorada, uma noiva, uma esposa. (Acredito que o contrário também aconteça, mas eu praticamente não tenho amigas e as que eu tenho não estão namorando. Então não posso fazer a afirmação sem conhecimento de causa!)

OK. Não-relacionamentos são extremamente complicados para a mente neurótica. Relacionamentos também não são fáceis. Mas não sei porque, pra tanta gente, a coisa tem que ficar cada vez mais fechada, mais restrita, mais chata...

Sei que conviver é difícil, ciúme é difícil, insegurança é difícil, falta de diálogo é difícil. Mas acho que dá pra administrar todos os medos, inseguranças e liberdades. Relacionamentos não precisam ser gaiolas, minha gente!

Eu não sei se vou pagar minha boca um dia. Mas eu rezo todo dia pra manter a lucidez mesmo depois de encontrar um cara muito legal, com quem eu queira passar muito muito muito tempo.

Por hoje é só, pessoal.

Beijos da Lola

PS: esse pode ser considerado o post do dia dos namorados?

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Filosofia da semana

Relacionamentos são complicados. Não-relacionamentos são ainda mais.


Beijos da Lola.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Celebration!



A vida é injusta. A maior prova disso é que não tenho tempo para comemorar com dignidade os 10 mil acessos do blog. E o Kio é tão despatriado que nem deve saber que estamos comemorando!

Contudo, tenho conversado com ele por Orkut, e tentamos nos encontrar online para definir novas mudanças para este pequeno universo mequetrefe!

Aproveito para deixar registrado o segundo motivo pelo qual considero a vida injusta, neste exato momento: só temos boas idéias quando não temos tempo para executá-las. Quando estamos afogados de coisas para fazer, as idéias pipocam alegremente pela cabeça. São milhões e milhões de teorias mequetrefes implorando para serem escritas! E não há nenhum tempo para elaborá-las com o mínimo de cuidado para a apresentação, muito menos tempo para transcrevê-las!

Outro dia eu volto com mais calma, pra comemorar com GLAMOUR!

Beijos da Lola!

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Novos (e velhos) pensadores

Faz tempo que to enrolando pra adicionar os novos (e velhos) blogs que tenho lido. E acho que isso merece uma "menção honrosa" aqui no blog. E a partir de agora será rotina.

Entremeados, do amigo mais querido, Rodolfo. Não é corujisse. Mas o cara escreve bem.


Só Pensando, do amigo virtual, Daniel. Textos interessantíssimos. Não comento, ele sempre reclama. (rs) Mas eu sempre leio!


Fina Flor, da Monica Montone. Não sei quem ela é, mas adorei o blog. Agora passo lá sempre. Conheci pelo Vida Perra, do Gastón.


É o seguinte...tá bem?, da Cláudia. Não sei qual também Cláudia. Cheguei lá pelo Vida Perra também. E também vale muito a visita.


Delírios de uma Brenda Walsh Tupiniquim, da Adriana. Não sei se ela ainda escreve. A data do último post é de abril. Mas fiquei viciada. Li por horas outro dia. Cheguei lá pelo blog da Cláudia.


Bom, é isso aí. Daqui a pouco tem neuroses...

Beijos da Lola

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Atualização necessária

Quase não tenho passado por aqui. Reflexo do meu hábito de não postar pelo notebook. Ele apaga meus textos. Ele não tem word. Ele fica com a tela preta de repente. Ele tem Windows Vista....Foda. Preciso mandar instalar o XP. Mas como poderei ficar sem ele por alguns dias?!

As boas notícias são:

- que eu achei a minha câmera! (Pausa para fogos de artifício, tambores, cornetas, confete prateado e serpentina dourada!)

- e que agora eu dirijo. Não filmes. Apenas o carro. Mas isso é uma coisa praticamente tão inacreditável quanto encontrar uma câmera perdida. Só faz 4 anos que eu tenho carteira de habilitação...

Agora, veja só como o mundo compensa os ganhos com perdas de maneira peculiar (também conhecida por Matemática Neurótica) : meu pc (o pc, não o notebook, porque no notebook não tem nada) entrou em colapso. É possível que eu tenha perdido todas as minhas fotos, meus textos, entre outras coisas. Em outras palavras: tudo.

Esse é o resultado da modernidade: antes apenas os bichos tinham a personalidade dos donos. Agora as coisas também tem. E sendo minhas, elas são neuróticas...

Agora sobre uma coisa não-moderna que faz falta: ICQ.

Meu querido amigo Bart está na Nova Zelândia e me contou que só no Brasil não se usa mais esse lindíssimo comunicador. Gente, o que isso significa?! Por que os brasileiros abandonaram o "o-ou" mais charmoso do planeta? POR QUE???

E olha que eu já tentei emplacar campanhas "ICQ, VOLTE!". Mas o povo não gosta mesmo da simpatia do bonitinho... Mesmo assim, o que acham de tentarmos de novo??? "Movimento ICQ: volta pro Brasil!". Pronto, está lançado.

Sem neuroses que valem a pena comentar no momento, e revoltada por ter que escrever do notebook, vou parando por aqui!

Beijos da Lola!

domingo, 27 de abril de 2008

Meu Santo Tio Patinhas...


Inventei de comprar um notebook. Até aí beleza...
Para tal luxo, abri mão do meu celular pós-pago e devo confessar que foi a decisão mais inteligente da minha vida...

Porém, o que eu não imaginava é que quanto mais você deve, mais dívidas aparecem...Acompanhem no mapa:

- Minha câmera digital sumiu/foi roubada

Não costumo perder nada definitivamente. Uma vez encontrei uma jaqueta que tinha perdido em viagem à São Paulo. Sorte que não era fruto de algum surto na M.Officer. A coitadinha nem tem marca...por isso ninguém roubou! Então acredito que não tenha esquecido a coitada da câmera em algum lugar...pois se tivesse esquecido, me lembraria, assim como me lembrei onde tinha deixado a jaqueta quando me dei conta de seu desaparecimento - 4 dias depois do ocorrido.
E agora...compro outra? Ai meu bolsinho...

- Depois de mais de um ano, resolveram aparecer com o álbum de formatura da X turma de jornalismo (na qual, por acaso, me incluo).

Tá. Álbum de formatura é um luxo muuuuito caro. Mas eu preciso muito ter esse álbum, por ter fotos muito importantes. Questões sentimentais-não-amorosas, muito profundas para serem esclarecidas num blog que tem intenção de ser mequetrefe. Resumindo: preciso de mais dinheiro.

- Tem ainda um monte de compra, de surtos em lojas, que foram divididas infinitamente no cartão de crédito. Essas eu tenho dinheiro pra pagar. Mas juntando ao álbum e a futura sra. câmera,....vixe...aí num dá né, gente?!

Então, encontrei a solução: já que não encontro um emprego que me deixe rica, estou a procura de um marido rico. Quanto será que sai um anúncio na folha de são paulo?

"Procura-se marido rico. Prometo fazê-lo feliz para sempre!"

Beijos da Lola

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Quando oportunidades aparecem

Porque eu amo! Porque eu odeio! Porque eu sinto e sou humano!

Em ausência justificável (again and again), volto com um dos meus textos neuróticos.
Depois de duas semanas de provas, monografias e muito estudo chega uma hora em que precisamos relaxar, sair e curtir.
Pois bem, essa minha hora chegou ontem! E quem melhor para sair e curtir que os novos e recém conquistados amigos pingaiada de bar da faculdade!
Depois de uma aula de estética da arte, tive uma noite totalmente inesperada e não planejada, recheada de bebidas e propostas indecisas que me deixam mais confuso e neurótico.
Ontem no carro, o Mcfluffy (que estou, ou não estou, ou estou... NÃO SEI) me fez a proposta que há tempos eu queria escutar!
O que você neurótico faz quando a pessoa que se está afim te chama para fazer um, ou dois “sexo casual”?
Bem, se você for igual a minha pessoa, você via ficar; Super ansioso, Super nervoso, vai comprar um halls preto para não fazer feio, e na hora que você esta dormindo ao lado dessa pessoa a única coisa que vem na sua cabeça é falar mal da MTV! (BURRO!)
Oportunidades sempre aparecem, e cabe a nós decidimos se valem à pena serem aproveitadas.
Nesse caso, achei sensato não fazer nada (me arrependendo ate o último fio de cabelo loiro oxigenado), pois afinal de contas, antes de qualquer sexo somos amigos, e um dos meus principais princípios é: não fazer sexo com amigos! Apenas com aqueles que sofremos de constante tesão!

Beijos de um Kio arrependido.

Music for crazy and neurotic one’s: Post escrito ao som de – Valerie, Amy Winehouse. Ready my mind, The Killers e Grace Kelly de Mika.

PS. Agora mais arrependido, pois acabei de mandar um e-mail para ele dizendo que ele me deve um sexo casual!
PPS. Eu tenho bosta na cabeça! Não é possível...
PPPS. Achei meu lugar de destaque na face da terra! Pois depois de tirar a maior nota em uma monografia no meu curso, sou capaz de tudo nesse mundo! (menos voar... ainda!).

quinta-feira, 17 de abril de 2008

SOC! TUM! POF!


DES - TRU - Í - DA!

Sim. Acabada, quebrada, detonada. Fui atropelada por uma jamanta, que se chama TRABALHO.

Vontade de entrar embaixo do edredon e chorar. É foda. Mas meu notebook é lindo e o vestido que comprei hoje pra usar na viagem do final de semana também. Coisas que só a Visa, a Mastercard e a American Express fazem pra você. E os meus 5 ou 6 empregos também.

E sabe qual é a novidade ? Tendinite. Minha mão dói insuportávelmente, não consigo abrir uma porta, pegar um copo d'água, etc... e eu sou uma retardada por estar aqui agora, digitando, visto que esta é a causa de toda a minha dor.

Mas sabe o que eu penso? A dor dignifica o homem...(só não descobri se faz bem às mulheres...)

Beijo da Lola

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Onde?

Bart na Nova Zelândia.
Júlia em Nova Iorque.
Carol em Ribeirão.
Rodrigo, Renato e Marcelo em Marília.
Larissa em Gália.
Murilo no Rio.
Leone, Rodolfo e Valdir em São Paulo.
Isa em Brasília.
Kio em Jundiaí.

Com vocês, a lista dos meus melhores amigos...

Só pra constar: eu moro em Botucatu.

Beijos da Lola

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Mequetrefices neuróticas de uma filosofia moderna, parte II

Eu seria uma pessoa melhor se fizesse Sociologia. Certeza.

Mequetrefices neuróticas de uma filosofia moderna...

Reflexões demasiadamente pessoais para serem divididas.

Mas posso dizer que estou reescrevendo o roteiro. Graças a Deus. E ao terapeuta. E à minha percepção, que finalmente regressa ao seu devido lugar. E a outras coisas e pessoas, que não devem ser publicadas.

Algumas coisas estavam muito erradas. Agora nem tanto.

Antes tarde do que nunca.


"
vãs
todas as coisas que vão"
[Leminski]


Beijo-beijo da Lola-la.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Sobre a felicidade



Hoje conheci o Seu Robério, aposentado, 75 anos, conhecido como "vôzinho". O Seu Robério é morador da COHAB I aqui de Botucatu há 8 anos.

Quando o Seu Robério chegou na COHAB, pertinho da casa dele havia um terreno - próxima ao barranco que fica ao lado da Rodovia Marechal Rondon - castigado por queimadas, cheio de mato, lixo e bichos...

Ali do lado também fica a Escola Estadual Professora Sofia Gabriel de Oliveira. E o Seu Robério não queria deixar aquela feiúra toda perto das crianças. E ele, que sempre trabalhou na lavoura e morou no sítio, também sentia falta de um cantinho "do mato".

E foi assim que o Seu Robério criou a "Praça é Nossa". Um verdadeiro jardim botânico no meio do Conjunto Habitacional Humberto Popolo. Com um pouco de ajuda da prefeitura e muita ajuda dos colegas, vizinhos e pessoas que se interessavam pelo trabalho, Seu Robério tem, no espaço de aproximadamente 500m², mais de 40 espécies de árvores frutíferas. Tem amora, cereja, acerola, goiaba, manga, laranja, limão, uva japonesa. Tem também as espécies com flores, como o ipê. E tem um espaço onde o vôzinho planta hortelã, cebolinha... tudo isso é pra comunidade, porque segundo ele, "a praça é nossa".

O que mais me fascinou foi a alegria do Seu Robério. Os olhos quase não abriam, de tanto que o homem sorria. Verdade que o sol era forte também, mas graças às árvores plantadas na pracinha, a conversa embaixo da sombra, no banquinho da praça, foi muito agradável. Sai de lá até com dor na bochecha. É impossível não ser contagiado pela alegria dessa boa alma.

E foi com essa mesma alegria que ele abriu a porta de casa, na hora em que o chamei no portão. E depois também subiu até sua casa e desceu de novo, pra buscar as reportagens em que já havia aparecido, além da lista com o nome de tudo o que tem plantado em sua pracinha e fotos com visitantes da praça. Tudo guardado num saquinho plástico, com muito amor.

Enquanto conversávamos, a criançada saia da escola e ia sentar à sombra das árvores. Os bancos, de acordo com o vôzinho, estavam sendo estragados na própria escola. "Mas aqui ninguém estraga nada. Todo mundo respeita a praça", contou.

O Seu Robério me deu um presente hoje. Ver a felicidade dele, nos olhos fechadinhos pelo sorriso, me fez abrir um pouco mais os meus.

As vezes eu quero parar de tentar ser jornalista. Eu me questiono muito sobre o que faço, porque o trabalho no interior - que até o presente momento é o único que conheço e tenho "autoridade" pra classificar - não é fácil. Muitas vezes precisamos entrevistar pessoas que não tem muito (ou nada) a dizer, e que tem mais espaço do que deveriam. E em outras conhecemos pessoas e histórias tão interessantes, daquelas que a gente tem vontade de ouvir o dia todo, e não temos onde divulgar ou ainda nem mesmo tempo de ouvir...

A conversa de hoje não vai pro jornal, infelizmente. Eu conheci o vôzinho porque estou reunindo informações pra montar um Guia da COHAB pra editora. Mas conhecer o Seu Robério me fez ficar feliz com esse trabalho [que até então não me agradava muito]. E na primavera eu volto lá pra fazer a reportagem.

Para todos os meus colegas, PARABÉNS PELO DIA DO JORNALISTA.

Beijos da Lola

sexta-feira, 4 de abril de 2008

hoje a saudade me abraça forte.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

[Quase] Tudo Em Seu Lugar

Um tanto cedo demais pra se cantar vitória. Mas se vivo me lamuriando pelo mundo que cai na cabeça, por que não soltar alguns fogos fictícios quando algo vai bem?

Hoje estou de mãos dadas com uma sensação de dever cumprido. Engraçado, porque ainda há um tanto para se fazer...

"Jornalistar" das 8h as 14h, de segunda à sexta. Freela pra editora, sem horário definido, todos os dias, até que se torne possível o Guia maledeto estar pronto na próxima segunda. Suplemento de moda da revista, uma vez a cada dois meses, com tempo de preparo de uma semana também [coincidentemente a semana de freela e a semana pra terminar o suplemento é a mesma! Olha que incrível!]. Conversar com os entrevistados da semana para preparar pré-entrevistas, de segunda a quinta, no horário em que os fofos tiverem tempo. E claro, o roteiro para o programa, às sextas. Ah, tem também a aula particular de português, de segunda-feira à tarde, talvez.


[Hoje uma amiga perguntou “Mas você está conseguindo dormir ou trabalha da 00h as 6h também?” Calma minha gente. Não é tanta coisa assim! Ainda dá tempo de almoçar com os queridos ex-companheiros do antigo emprego, pausa para cafézinho - que na verdade é chocolate quente, porque não tomo café - , uma horinha com o querido salve salve terapeuta, paradinha pra escrever no blog, etc, etc, etc. Mas essas coisas precisam existir, senão a gente começa a babar, ter convulções, etc, etc, etc. Da tempo de trabalhar um pouquinho mais também. Tá precisando de algum texto? Manda o serviço aqui pra mim. Faço carta de amor, bilhete, pedido de devolução, telegrama, textos mequetrefes, mixurucas, complexos, incompreensíveis, acadêmicos, monografia, trabalho de história, biologia, jogo buzios, tarô, I Ching. Só não trago pessoa amada em 7 dias...]


E dessa lista toda, o que está feito?

O jornal. Um pedaço do guia. Uma ínfima parte do suplemento. A pré-entrevista. Alguma coisa do roteiro. As idéias para a primeira aula de português.

Mas sei lá. Está aqui sentado ao meu lado esse sentimento de ter feito tudo que era possível até o presente momento. Afinal, não dá pra adiantar o trabalho. Esse é um grande problema. Infelizmente não dá pra entrevistar alguém até que a pessoa esteja disponível para isso. Na maioria dos casos não adianta muito insistir. Além de, é claro, as vezes o indivíduo não ter a menor intenção de colaborar com o seu trabalho. Nem agora, nem hoje, nem no reveillon de 2037. Então estou em paz. Amanhã eu resolvo o que não ficou pronto hoje [O pensamento tem validade até segunda-vulgo-dead-line].

Depois de sabe-se lá quanto tempo, começo a sentir de novo aquela ilusão de que tenho um pouco de controle sobre as coisas que acontecem. Sem aqueles momentos total descontrol. Parece que voltei a dirigir a minha própria vida, que esteve nas mãos do piloto automático - bem burrinho, por sinal - por um longo e tenebroso período.


Beijo da Lola

Ps: A imagem é de brincadeira. Não estou tomando nenhum remédio. Juro por Deus. Quer dizer, talvez eu precise de um cataflan e um resfenol, porque o conjunto amidalite+gripe tá chegando aqui no pedaço. Caminhar na chuva tem efeitos colaterais! Mas ainda não tomei nadinha!

Luxo máximo plus advanced + Sex and the City


Eu NECESSITO postar isso aqui:

Agência permite viver por 4 dias como protagonistas de "Sex and the city".

Uma agência de viagens linda linda linda oferece a oportunidade para seus queridos clientes de se "transformarem" em Carrie, Samantha, Charlotte ou Miranda em NY por quatro dias ... e ainda comparecer à pré-estréia do filme, no dia 27 de maio.


"As fãs de Charlotte visitarão a joalheria Tiffany's e várias galerias de arte; as de Samantha comprarão na Madison Avenue e entrarão no sex-shop mais famoso do Soho; as de Miranda passarão o dia fazendo exercícios e relaxando no Central Park, e as de Carrie visitarão as lojas dos novos estilistas" (G1)


A brincadeira sai por cerca de R$42 mil. Filha, o que você tá esperando?! Vai já pedir o dinheiro pro papai!!!

Confira a notícia completa no portal G1!



Beijos da Lola Bradshaw

domingo, 30 de março de 2008

Discípula de Nigella II


Tá bom. O texto aí embaixo ficou grande demais e você não quer ler. OK.

Vou me redimir.

O que uma neurótica solteira faz num domingo friozinho como esse? Brigadeiro, é claro!

Mas, se você é um dos meus, brigadeiro é coisa do passado. Inventaram o Brigadeiro-Maxi-Plus-Advanced, meus caros. E chamaram de Palha Italiana. E não é que conseguiram deixar a coisa melhor???

A receita é, basicamente, brigadeiro com bolacha maizena. Mas como boa discípula de Nigella, deixo aqui a receita. Façam bom proveito!!!

Palha italiana

Ingredientes:


1 pacote de bolacha Maria ou maizena
2 colheres (sopa) de manteiga
4 colheres (sopa) de chocolate em pó
1 lata de leite condensado
Açúcar para polvilhar (se quiser. eu não usei)

Modo de Preraro:
Pique as bolachas bem pequenininhas e reserve.
Coloque em uma panela a manteiga, o chocolate em pó e o leite condensado. Misture e deixe engrossar até fazer o brigadeiro. Quando estiver no ponto, ainda com o fogo (baixo) aceso, despeje as bolachas e misture.
Desligue o fogo, e despeje em um refratário de vidro ou uma assadeira e espere esfriar.
Corte em quadradinhos e passe no açúcar (se quiser!! fica muito bom e muito doce sem também!).

Beijo da Lola

Um texto sobre muitas coisas

Antes eu só não tinha vontade de sair, encontrar as pessoas. As antigas, as novas, as futuras personagens dessa novela. Preferia ficar em casa esperando meu roteirista melhorar de seu humor negro. Agora sumiu a vontade de escrever também...

E aí fica o blog vazio... e a cabeça quase explodindo. Vai entender a lógica neurótica...

Mas domingo é aquele dia perfeito para iniciar mais um distúrbio mental, e/ou fazer coisas que você não deve - tipo ligar pra um ex-namorado e dizer coisas que pra ele soariam como se fossem ditas em aramáico. Além disso, hoje, mais do que nos outros dias, eu não sairia de casa por nada. Domingo não é dia de sair. É dia de se jogar no sofá.

Mas ficar jogado 24h enjoa também. Por isso resolvi escrever para ocupar a mente e, quem sabe, ajudar um pobre coitado que, assim como eu, caça o que fazer nesse delicioso domingo para ter uma crise de ansiedade ou histeria...

Lá vamos nós.

A melhor coisa que aconteceu comigo nos últimos tempos foi o GNT. Ninguém podia viver tanto tempo sem Nigella e Jamie Oliver. (Não para aprender receitas deliciosas e suas descomplicadas maneiras de prepará-las...mas porque dá uma vontade de cozinhar nas pessoas que não sabem nem fazer omelete).

Entre outras coisas, comecei a assistir (bem as vezes) o tal "Saia Justa". O programa é apresentado por Mônica Waldvogel, Betty Lago, Márcia Tiburi e Maitê Proença, discutindo sobre assuntos variados. Desde o mais clichê até o mais inusitado.

Peguei o programa meio no final ontem a noite. Pelo que entendi, cada uma das apresentadoras colocava uma questão na roda. A última foi a Betty Lago, que apresentou o movimento We Are What We Do. O movimento encoraja pessoas a mudar o mundo com suas pequenas atitudes do dia a dia.

No programa, a Betty Lago levou também uma lista: o pessoal do movimento perguntou às crianças o que elas poderiam fazer pra melhorar o mundo. E algumas das respostas foram "Ajudar a minha mãe" - escolhida simplesmente por ser a melhor e a mais simples idéia do mundo; "Fazer biscoito para os pássaros" - escolhida pelo romantismo; "Ensinar aos mais velhos como mandar SMS" - a idéia de integração.

É lógico que estas são idéias todas lindas. E havia mais um monte delas. Todas lindas. Mas a resposta que mais gostei foi da Márcia Tiburi: "fazer o que me compete".

Fazer o que temos competência pra fazer, sem dúvida, faria do mundo um lugar que beiraria a perfeição. Se cada um ficasse no seu lugar, sem dúvida viveríamos em paz, harmonia e tudo funcionaria corretamente. Se você é médica deve cumprir suas obrigações de médica. Se é jornalista, suas obrigações de jornalista. Se mãe, papel de mãe... Não adianta querer fazer aquilo que compete ao outro.

É lógico que nem todo mundo é competente, mas aí cabe outra discussão. Por enquanto falamos apenas daqueles que sabem exercer seus papéis e que não devem se meter no papel do outro.

Mas a frase dela só me chamou tanta atenção porque senti essa situação na pele nesta semana. Como todos sabem - se leram a descrição do blog - sou jornalista. O que não está muito atualizado é o meu emprego. Hoje trabalho em outro jornal e não escrevo mais sobre moda, arquitetura e decoração - por enquanto. (Além disso tem mais dois trabalhos, mas depois falo sobre eles).

Entrevistei uma pessoa. Para preservar sua identidade, não vou citar sua profissão. Mas enfim, fiz a entrevista. E com a humildade de uma jornalista praticamente recém-formada, com medo de escrever algo que tivesse interpretado mal, e mesmo por respeito à pessoa em questão, ofereci o texto para uma revisão da entrevistada, para que ela pudesse fazer alguma alteração necessária e indispensável para o bom entendimento do texto.

Mas a pessoa acabou se arrependendo da maneira como disse as coisas e quis mudar tudo no texto. Entendo o distúrbio bipolar, e até ai tudo bem...se ela tivesse atribuido o trabalho a mim. Mas ela, da área das ciências biológicas, reescreveu tudo sozinha.

E o texto estava carregado de termos incompreensíveis ao público-geral. Um verdadeiro desrespeito ao leitor, na minha opinião. Mas ela acha que sabe ser jornalista. Paciência.

É por isso que eu acredito no método "melhore o mundo" da Márcia: quando a gente faz aquilo que sabe, fica bom e muitas pessoas podem se beneficiar com isso. Mas se nos metemos a fazer o que não estamos capacitados a fazer, sai errado. Bem errado. E vai saber quantas pessoas podem ser afetadas... Imagina eu fazendo pesquisa em laboratório? Coitados dos que dependessem das minhas análises...



Beijos da Lola.


PS: Nada contra e absolutamente tudo a favor das pessoas que se arriscam a fazer aquilo que tem vontade, e lutam por isso. Tudo a favor das pessoas com força de vontade e iniciativa. Mas tudo contra pessoas intrometidas.